A reserva cognitiva é nosso investimento desde o primeiro dia de vida nas funções cerebrais, para criar conexões e sinapses neuronais e gliais.

Todos os fatores socioculturais e ambientais podem gerar o desenvolvimento ou subdesenvolvimento da cognição. Por isso, existem demandas cognitivamente estimulantes diárias.

O primeiro fator que contribui para o desenvolvimento cognitivo é a escolaridade, quanto mais anos de estudo formal, maior tende a ser a reserva cognitiva. O que não significa que é suficiente ter acumulado anos de estudo, mas o quanto você consegue aplicar em sua vida o estudo adquirido.

O segundo fator é a frequência e qualidade de hábitos de leitura e escrita. A leitura e escrita fazem parte das atividades mais complexas do ser humano, que quando desempenhadas, estimulam o cérebro a fazer mais e melhores conexões.

O terceiro é a demanda de empatia e teoria da mente, ou seja, atividades sociais que demandem empatia, flexibilização da mente e situações que possibilitem a pessoas a se colocar no lugar do outro. Como por exemplo, se envolver com grupos voluntário, causas sociais e ter convivências em prol de um grupo de pessoas, não somente em prol de si mesmo. A socialização e conversação é naturalmente estimulante, demanda cognição, assim como atividades que sejam desafiadoras e diferentes do que está habituado, ou automatizado, a fazer.

Por fim, o quarto fator é exercício físico. Exercício aeróbico aumenta a oxigenação cerebral, a produção de hormônios que geram prazer, é regulador do humor e da sensação de ansiedade e estresse.

Quando há frequência e qualidade nas atividades cognitivamente estimulantes, é como se gerássemos steps cognitivos, que futuramente, vários steps formarão um conjunto de reserva cognitiva, que serão utilizados quando houver estímulos ambientais que demandam maior desempenho da nossa cognição, gerando a realização de mais tarefas, com mais acertos e em menos tempo, ou seja, realizar tarefas com eficiência cognitiva.